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Resumidamente

Pare de falar com alguém, um tipo de punição

Pare de falar com alguém, um tipo de punição

O silêncio pode ser a resposta para muitos conflitos. Parar de conversar com alguém é uma maneira que alguns usam para expressar sua raiva, discordância ou censura. Um comportamento paradoxal que, sem dizer nada, está dizendo tudo. Uma estratégia de manipulação e chantagem emocional que muitas pessoas usam para punir as outras. Vamos mais fundo.

Conteúdo

  • 1 O uso do silêncio como punição
  • 2 Pare de falar para manipular
  • 3 O bom uso do silêncio

O uso do silêncio como punição

Converse com alguém depois de um conflito Isso parece não ter solução, geralmente não é agradável. Mas se, em vez de tentar estabelecer um diálogo, o silêncio for escolhido, a situação poderá ser ainda pior. Calar a boca depois de uma discussão geralmente é acompanhado por uma tensão emocional desconfortável.Uma sensação desagradável que pode levar a mais ódio e ressentimento.

Em algumas situações, os participantes podem escolher o silêncio para diminuir o nível de raiva. Uma decisão momentânea para se acalmar e retomar a conversa com o objetivo de atingir um ponto médio. Nesses casos, o uso do silêncio é uma estratégia positiva para se aliviar e dar lugar a uma conversa mais calma.

No entanto, também existem aqueles que, apesar do que aconteceu, evitam o diálogo ou rejeitam qualquer tentativa de comunicação do outro. Eles não querem conversar e nem mantêm contato visual. Eles agem como se a outra pessoa não existisse. Isso gera muito sofrimento naqueles que tentam resolver o que aconteceu, pois de alguma forma são desprezados e ignorados pelo outro, ou seja, nenhum.

Nestes casos, parar de falar com alguém é usado como punição para o outro se curvar e enviar. Um comportamento infantil que não resolve nada, mas que gera muitos danos e funciona como uma gratificação egoísta para quem o coloca em movimento.

Pare de falar para manipular

Às vezes, o perigo não é encontrado apenas em palavras. Como podemos ver, o silêncio também pode ser uma faca de dois gumes com muito poder. Uma atitude passivo-agressiva que viola implicitamente o outro e pode até gerar sentimentos de culpa.

O que a princípio parece ser um comportamento desprovido de informação, traz consigo múltiplos significados. E o pior de tudo, nada está claro. Não receber uma resposta do outro gera uma sensação de incerteza difícil e desconfortável de suportar.

Para a pessoa que para de falar, existem razões claras que justificam seu comportamento, bem como expectativas sobre como tudo terminará. Mas talvez eles devam ser questionados. O mais seguro é que a pessoa a quem o discurso foi negado não entenda bem o que acontece. Mesmo seu método pode não ser tão eficaz quanto você pensa, pois a única coisa que gera é a distância.

Pessoas com recursos emocionais saberão lidar com esses tipos de situações e até definir limites Se a situação levar longe demais. Mas aqueles que não têm, podem mergulhar em uma espiral de dependência e desconforto, ficando presos. Eles oferecerão todo tipo de coisa para satisfazer o outro, a fim de terminar.

O bom uso do silêncio

Por outro lado, Também há momentos em que o silêncio pode ser uma boa opção. Especialmente naqueles em que a raiva nos ultrapassa e a única coisa que consideramos é acusar, criticar ou ferir o outro. Nesse tipo de situação, nada melhor do que parar de falar como precaução. Embora se avisarmos que precisamos de algum tempo, será muito melhor.

Ficar calado para recuperar a calma aliviará nossa tensão e assim poderemos conversar com mais calma. É verdade que, às vezes, teremos que enfrentar o desafio do diálogo, mesmo com raiva. Mas a solução não é o silêncio, mas tentar entender o que aconteceu, levando em consideração a perspectiva do outro e a nossa.

Conversar em desacordo não é fácil, mas não impossível. O importante é pretende entender e não julgar, chegar a um acordo e não estar certo.

A comunicação não-violenta ou empática, desenvolvida por Marshall Rosenberg, pode ser uma boa alternativa. Aprenda a falar de coração, cuidando da nossa língua. Esse tipo de comunicação implica ir além de nossas necessidades, levando em conta o outro, ouvindo-o. Uma boa maneira de relacionar isso constrói pontes em vez de barreiras.